segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AVATAR

Quando penso em Avatar, a nova e milionária superprodução de James Cameron, penso naquele sentido do cinema como uma máquina de provocar emoções, criar sonhos, o qual anda um tanto esqueçido ultimamente. E o filme do diretor de Titanic consegue provocar todas as emoções possíveis durante sua projeção (ao menos em mim provocou muitas), além de ser um impressionante espetáculo visual e técnico, uma verdadeira festa cinematográfica.
O longa se passa no ano de 2154, a Terra não possui mais recursos naturais e os humanos decidem explorar Pandora, um planeta totalmente preservado que esconde um valioso minério que desperta a cobiça de cientistas e militares. O problema é que a jazida do minério se encontra justamente abaixo da aldeia dos nativos do planeta, então um soldado, Jake Sully (Sam Worthington de 'O Exterminador do Futuro-A Salvação') é enviado para se infiltrar entre os nativos e descobrir tudo sobre a localização do minério. Como ele consegue esse feito? O título do filme refere-se justamente a isso: aos corpos humano-Na'vo geneticamente modificados e remotamente controlados pela cientista Grace (Sigourney Ewaver), que são usados pelos humanos para interagir com os nativos. No entanto, Jake não se sai muito bem em sua missão e o resultado é um conflito épico entre as duas raças pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa.
É ai que entra em cena as maiores estrelas de Avatar, os habitantes de Pandora e defensores da sua natureza: os Na'vi. Trata-se de um povo de gigantes azuis, perfeitamente integrados de corpo e mente com o equilíbrio geral. Não se mata um único animal sem absoluta necessidade.
Os Na'vi visualmente são perfeitos, parecem indígenas com longos cabelos dreadlock e uma longa cauda, habitando um mundo florestal povoado de animais fantásticos e primitivos - como uma espécie de dragões alados e felinos gigantescos com dentes e garras afiadíssimos.
Aqui é preciso destacar o cuidado na criação da cultura Na'vi e da floresta que eles habitam. Apesar do filme todo usar cenários digitais, tudo é absurdamente real em Pandora, a floresta explode em cores brilhantes e luminosas assim que escurece, os Na'vi nos fazem acreditar que existem de fato, com seus costumes, religião, língua (criada para o filme) e a sensível e literal ligação com a natureza, assumindo seu papel no filme com destaque e força, sobretudo Neitiri (pra mim o melhor personagem do filme) a filha do chefe da tribo e objeto de desejo do herói.
A personagem, interpretada através de captura de movimentos e voz, por Zoë Saldaña é de uma verocidade de impressiona, é só você olhar a cena da morte (ops!) do seu pai ou a sua performance na batalha final.
Até o momento que escrevia este texto, Avatar havia recebido 2 prêmios no Globo de Ouro 2010 (melhor filme drama e direção), e caminhava para ocupar o segundo lugar nas maiores bilheterias de todos os tempos, para quem sabe, desbancar seu 'irmão' Titanic. É a coroação de um trabalho de 12 anos, que resultou num dos filmes mais fantásticos dos últimos anos e deu um novo rumo à arte do entretenimento.



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