domingo, 24 de fevereiro de 2008

(PARÊNTESIS)



Outro candidato ao oscar de melhor filme, Conduta de Risco é a estréia de Tony Gilroy na direção de um longa-metragem. Roteirista da trilogia iniciada por A Identidade Bourne e também deste longa-metragem, o agora diretor mostra maturidade ao filmar uma história complexa (às vezes até demais), permeada por atuações sólidas e marcantes.
George Clooney – também produtor executivo do longa – interpreta o Michael Clayton que nomeia a produção em seu título original. Ele é um advogado com problemas familiares e financeiros; sua vida profissional parece também não prosperar muito e tudo parece entrar em colapso quando é envolvido num importante caso da firma de advocacia onde trabalha. Quando seu amigo Arthur Edens (Tom Wilkinson) tem um desastroso surto psicológico durante os andamentos de um processo coletivo contra a corporação U/North (que fabrica suprimentos agrícolas aparentemente letais à saúde dos que os utilizam), Clayton é enviado por um dos sócios da firma, Marty Bach (Sydney Pollack), para tentar resolver a situação. Enquanto isso, Karen Crowder (Tilda Swinton), representante da U/North, tenta contornar a sucessão de desastres ocorridos durante o processo.
O filme é complexo demais e falta ritmo, demora para que o espectador entenda o que aconteça e realmente perceba as intenções da história. No entanto o espectador é brindado com excelentes atuações do elenco principal.

(PARÊNTESIS)

Llewelyn Moss, um texano comum, encontra uma picape cercada por homens mortos com uma carga de heroína e dois milhões de dólares na caçamba. Ao resolver pegar o dinheiro, dá início a uma catastrófica reação em cadeia de violência, que nem mesmo a lei, personificada no envelhecido e desiludido xerife Bell, pode conter.
A história violenta e cruel de 'Onde os fracos não tem vez' chega com força ao Oscar desse ano e promete dar aos irmãos Cohen a sua primeira e merecida estatueta de direção. Com estética de faroeste, o filme flutua com desenvoltura tanto pelo drama sanguinário como pela comédia sarcástica, e os diálogos são fascinantes.
O estranho é que um trabalho com tão poucas concessões comerciais tenha sido indicado para tantos prêmios Oscar (oito), que sabidamente prefere a indústria em detrimento da arte cinematográfica. De qualquer maneira, Onde os Fracos Não Têm Vez é um filme para quem gosta muito mais de cinema do que de Oscar.

(PARÊNTESIS)

Sabe a velha história da garota de 16 anos que engravida do colega de escola? Sabe os pais que, desesperados com o acontecido, se lamentam o resto da vida pelo destino sua filhinha? Sabe o tal colega de escola canalha? E sabe aquela garota descontrolada e idiota que acha que sua vida acabou? Esqueça tudo isso e se deixe levar pela pequena obra-prima que é 'Juno', grande surpresa em meio a tanta bizarrice nos filmes sobre adolescentes.
Juno é uma adolescente que engravida na primeira transa do colega de escola, e decide dar o filho para um casal infértil. A protagonista, vivida brilhantemente pela ótima Ellen Page (que concorre ao oscar de melhor atriz) é um daqueles personagens inesquecíveis, apaixonantes e incrivelmente reais. E o mesmo acontece com os demais personagens, desde o frágil namorado corredor ao casal escolhido para ficar com o bebê.
O inteligentíssimo roteiro de Diablo Cody e a direção sensível e consciente de Jason Reitman transformam o tema da magia inocente do primeiro amor e as dificuldades desse amor se manter na vida adulta, num filme sensacional, verdadeiro e completamente despido de cinismos e convenções.