segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Cão sem Dono

'Cão sem dono', o mais novo filme de Beto Brant, é um achado. Completamente disfarçado de filme pequeno e alternativo, ele se torna grandioso ao retratar com extrema sensibilidade e honestidade as emoções dos personagens que circulam pela tela. Quando começei a assisti-lo, a sensação que tive foi que o diretor colocou diversas 'câmeras escondidas' nas casas de amigos e parentes e se pôs a filmá-los, tal é o 'descompromisso' dos atores em cena, tal é a naturalidade que as ações se desenvolvem. O desespero de Ciro (o personagem principal do filme) com o sumisso da namorada que está doente, ou o abalo silencioso que sofre ao menor sinal de tédio dela, são impressionantes. Assim como a naturalidade com que a relação dos dois cresce, ou a transformação que sofrem com os problemas um do outro.
No final você se dá conta que é uma obra tal como a vida de qualquer pessoa, rica, profunda, difícil, verdadeira, e exatamente por isso, especial.






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